Sincronicidade

20 01 2010

O sol não me faz falta. Não agora, em plena e ampla noite que é. Afirmo com toda certeza. Por que intuitivamente, eu sei que ele nascerá no momento certo e eu o assistirei se assim me for de direito e estiver vibracionalmente relacionado a ele.

A chuva cobre a minha casa como um manto santo. E o silêncio costumeiro faz-se companheiro cedendo espaço apenas para o tintilhar, se assim posso dizer, das teclas do computador. E já que agora os pensamentos não gritam, mas falam baixinho no intuito verdadeiro de dar liga a algo do meu mais profundo EU. Confesso à qualquer um que me leia, ou em especial a você, uma das maiores descobertas da humanidade .

Mas antes, e nestes minutos ilógicos que me convêm, dito que a solidão não me assola, e a tristeza, tão mundana, sorrateira e irmã. Hoje, em especial, não me custa saudade e nem falta. Tudo isso, porque descobriram algo simples: A sincronicidade. E mesmo que tal fato só seja perceptível as psiques em níveis menos conscientes (alfa). Afirmo com toda clareza do meu ser humano, inteligente, ambíguo e profano, que ela é capaz a qualquer um que se permita sonhar um pouco mais, e abrir-se para o mundo num terceiro olho. Enxergando minuciosamente o balé que move vagarosamente o mundo.

Segundo Jung, defensor da teoria em questão, tudo está interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estão sempre em algum tipo de sincronia, o que faz com que certos eventos isolados, ou não, pareçam repetidos, em perspectivas diferentes. Se então pautarmos o estudo sob uma ótica ampla, Jung acreditava que todos nós precedemos os acontecimentos. Fruto exclusivo dos objetos internos que repousam sobre nossa consciência. Considerando que cada ser humano possui um papel especial a desempenhar no universo e o nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos (o todo) e introduzi-lo no espelho da consciência.

Então eu, entregue a todas as perspectivas. Minuciosamente atento a todos os movimentos ao meu redor. E desde então introduzindo os últimos acontecimentos da minha passagem neste tempo. Transferindo-os à minha mais clara consciência, é que pude perceber você, antes mesmo que se fizesse. E no fundo eu só gostaria que soubesse que este texto, tão lícito, tem a forma pura e o desejo de exprimir para você, ou qualquer um, que talvez me leia, ou não, mas que soube de algum modo (consciente ou inconsciente) que os dias e as noites que antecederam esta escrita vieram doces e sincronicamente a calhar para mim.

Contudo, considerando o novo aprendizado, digo para você e o mundo, que no fundo nós sabíamos de nossas existências (como todos sabem da existência de cada um que consigo está vibracionalmente relacionado). E por minha necessidade, talvez, bastou pauta-las, em algo grandioso, que me envolvesse ou me virasse a cabeça apontando o olhar para o vagaroso balé que o mundo faz para aproximar as pessoas. Sendo que mesmo distantes e improváveis de um olhar nú e rotineiro, nos reconhecêssemos interligados vibracionalmente de algum modo. E seja este o modo que for; amizade, cumplicidade, fidelidade ou afins. Todos nós, humanos e dilacerados, estaremos sempre e deliciosamente sincrônicos e co-relacionados com quem vibra em igualdade. Porquê no fundo esta é a verdadeira essência na vida.

E por isso e pelo que ainda pode acontecer à mim e você, ou a qualquer um neste mundo, respeitando é claro o vagaroso bailar de todo tipo de vida no mundo. Preciso dizer a Jung, você e ao mundo: – Muito Obrigado, a Sincronicidade realmente existe.

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