Nascimento

16 07 2010

Preciso romper a placenta que te envolve. Inspecionar a inauguração do seu mundo de dentro pra fora. Sê cheio, insano, tranquilho ou intenso. Necessito do gosto da matéria prima. O que te faz? O que pretende? O seu isto para ou corre? Só assim nasceremos completos e perfeitos um para o outro. E por isso eu busco o olhar primeiro. A sua descoberta e sensatez sobre as coisas do mundo. É meu dever e vantagem levar você ao encontro de ti. E por isso te escrevo insone e em desespero. Grito no centro da minha vida, te querendo e ao mesmo tempo desembarcando das viajens sem rumo. Já conheço o mundo e o tenho inteiro dentro de mim, incluindo as mínimas gotas, todas em gestação.

Eu não espero. É latente e intenso. E o que atrapalha é que sou homem feito. No fundo sempre fui. Alma gasta, forma antiga. E como qualquer fruta maturada, as brincadeiras de roda não satisfazem. Escrevo-te  dentro da hora, em plena fulmição dos minutos. Saberemos  e nasceremos? Não sei, e isso me consome.

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One response

17 07 2010
Ruy

Com todos aqueles elogios eu chego até ficar corado, rs.

Bom você ter comentado, pois assim acabei descobrindo seu blog, que pelo pouco que li achei interessante.

Tenho uma amiga que uma vez disse que solteirice não se explica, se desfruta, pois é o único estado civil que uma vez perdido, nunca mais se recupera, ao contrário de todos os outros.

Falaremos mais sobre esse e outros assuntos.

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