Passado…

23 12 2010

Eu me esforço para que não morra em mim a surpresa de não ter você, aqui e agora. Por isso conjugo a nós como qualquer folha perdida num tempo-espaço esquecido nas gavetas da alma. Eu tento me livrar da filosofia e da astrologia que me separa derradeiramente de você. Quis o seu presente cheiro num tempo real, e mais uma vez me precipitei em apresentar-lhe, pois tú falas o que quer, mas é um querer só pra mim. Me abandona e no fundo não me diz o que realmente deseja. Logo pra mim, que sempre desejei o amor e suas estréias, esforço-me para que não morra a esperança já que da excêntrica e calada presença, me basta a solidão.