Divagações

16 05 2012

O tempo não leva, o passar dos dias é só um lugar seguro para se guardar boas lembranças. (09/05/2012)

A vida segue. Mas não vou te eximir da culpa. Não espere isso de mim. Serei a vítima a partir de agora, afinal que negócio é este de sofrer por culpa minha? Não, não. Me recuso! A culpa é sua. Pois nesta história só cabe uma culpa. E só há espaço para uma sentença. E contudo há você e sua consciência. Eu e o meu amor. Você e nem ao menos a chance direcionada à minha pessoa. Eu e a tristeza de tantos dias. Você e a alegria de seu novo amor. (07/05/2012)

Tem. Todo mundo tem um grande amor não correspondido. Um cheiro no nariz que insiste em não sair, uma pele que insiste em guardar lembranças alheias, uma vontade louca de fazer uma besteira, mesmo que esta besteira seja só ligar para dizer um Oi e constatar que você não foi a pessoa que aquela outra pessoa escolheu para ser feliz.(28/04/2012)

Eu sou uma daquelas pessoas. Daquelas poucas, daquelas muitas, daquelas tantas, daquelas escusas, daquelas prolixas e intensas.
Me apego fácil, me retiro quando necessário, me faço ser notado quando desejo, me digo, me abro pra qualquer um, me protejo, me projeto. Me curto e me desfaço quando não estou afim.
Minha vida é um livro aberto, uma caderneta incerta, um souvenir sem a surpresa do presente, do ato, do abraço do mundo. Não tenho laço, não tenho acaso, não tenho o intuito do pouco, do menos que vive dentro de mim. Por estas e por outras não desejo mais querer o básico, o mínimo do possível, do momento, do minuto de onde você entre tantas muitas pode enxergar de mim. Eu sempre quis mais. E sempre irei querer mais. Além.
O que me me perfaz é o mais, e é também o menos de todas aquelas pessoas, aquelas que de tantas são poucas, que de curtas e inexatamente vibrantes passam e vivem, nascem e moram em mim. (11/04/2012)