Fragmentos

29 03 2013

Fragmentos

Continuar. Ir em frente, para os lados e até mesmo para trás, ainda é seguir. Não importa o rumo, ou a direção que se toma. Vale mais a pena remar e tentar uma alternativa, um vão, um pedaço de tempo em que você se encaixe, do que ficar a mercê da inércia. (21/01/2013)

As pessoas andam tão iguais. Meninas de cabelo repicado, franja falsa, maquiagem blasê, roupas curtíssimas e corpo esguio. Rapazes de cabelo espetado, corpo sarado, cérebro demente e uma barba por fazer que as vezes nem possuem de fato para exibir. Todo mundo curte sertanejo universitário, pensa na preservação do planeta por osmose, quer ser bem sucedido apenas para ganhar fama na cervejada no bar top que acontece toda semana. Mas aí eu me pergunto, e o mundo? Ah! Meu amigo, este … tsc tsc… Este também também mudou, e anda bem diferente do que eu conheci, supervaloriza-se de algumas coisas escusas que não cabem ao meu entendimento.
O mundo esqueceu-se da própria poesia de existir, da fé que o criou e até mesmo esqueceu de se dar valor pela real beleza que tem, afinal o importante agora é auto-preservação. Enfim, este papo pode até ser chato para você que não nasceu antes dos oitenta, mas sabe!? Sou da época onde era bacana ser diferente, e não ser por ser, mas ser de verdade, de dentro pra fora e não de fora pra dentro, onde o mundo era apenas um lugar para ser contemplado pela beleza que tem, sem se pensar em preservação de nada, a não ser do que sentíamos um pelo outro. A galera da minha época travava uma relação com o mundo muito menos caótica e muito mais poética. Éramos um do outro e pronto. Tínhamos uma relação afetuosa, e só era assim: SER POR SER, uma relação mais amorosa do que o amor igual que vejo todo mundo dedicando a ele hoje em dia. (26/01/2013)

Eu poderia esperar sentado, de pé ou deitado. Eu poderia convencê-lo a enxergar que mesmo eu com meu jeito autoritário, obsessivamente melindrado e com fome do meu corpo no teu, ainda posso te amar com o respeito que mereces. E eu poderia dizer que mesmo você e a sua tranqüilidade homérica, sua irresponsabilidade tardia, seus olhos doces e seu jeito despreocupado com o mundo, ainda me acha a pessoa mais certa que você já tropeçou na vida.
Afirmo com certeza quase impessoal: Nós ainda daríamos certo! Sim eu até poderia fazê-lo entender, que iguais não se amam, iguais sobrevivem. E que completude é um bagulho que não tem nada haver com amor, paixão, tesão, sexo e poesia. Completude é conformismo, cansaço, ou qualquer outra coisa deste tipo.
Sobretudo eu poderia fazer você suspirar enquanto aguardo no meu quarto solitário sob a penumbra de um sentimento estranho, sem forma, sem cor e sem vida. Mas sabe de uma coisa? Como dizia Rita hoje no carro: “Enquanto estou vivo, cheio de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz”. (16/02/2013)

Sinceramente? O mundo está perdido! E não se perdeu na promiscuidade gay, no preconceito contra os negros, nas guerra do Irã ou nas atrocidades que os seres humanos são capazes de fazer. O mundo se perdeu quando o homem utilizando de seu dom de oratória e persuasão passou a disseminar seus próprios medos e palavras em nome de um Deus que não se parece humano, que segrega e distrai ainda mais esta humanidade tão vazia.
Não gostaria de ser intolerante como os pastores evangélicos e a legião de mortos-vivos que os acompanham cegamente. Mas de verdade? Espero que o meu Deus e o Deus de vocês (que obviamente são diferentes) possa tocá-los o coração como seres humanos que são, e que possam fazer vocês se darem conta que milagre é um sorriso e um abraço no final do dia, seja de qualquer sexo, de qualquer cor, de alguém conhecido ou desconhecido. Milagre nada tem haver com a casa ou o lugar que está garantindo no céu, pois apesar de evangélicos, pastores, obreiras todos nós como diria Rita Lee no final viramos BOSTA! (07/03/2013)

Eu existo. E convivo bem com todas as minhas qualidades e defeitos, com todas as minhas chatices e humores e sobretudo com toda minha capacidade de dar carinho, ser atencioso e querer receber o mínimo em troca. Logo, já passei da fase de correr atrás sem receber retorno. (16/03/2013)

A pele que habito quase nada tem haver com os segredos do meu espírito. A casca abriga somente cicatrizes e felicidades que a alma não revela. (17/03/2013)

Abstenho-me do procura-se, precedo-me ao desejo de ser encontrado. Prometo toda a igualdade e novidade que há em mim nas grandes e pequenas coisas. Garanto a simples contemplação do céu azul e vento frio que habita os dias da minha estação favorita. Forneço poesia sem rima, com rima, fácil, difícil, rebuscada, sobretudo verdadeira. Prometo intensidade sem a vaidade do amor grudento de hoje em dia. Garanto uma saudade de quem se gosta de verdade, sem a lenga lenga do amor juvenil. Sim, eu me encontro de braços abertos, de peito erguido. Meus braços que não tateiam mais no escuro, mas que ainda no escuro procuram outros braços que possam corresponder a dança infinita de abraços, estendem-se a imaginação. Meu coração que dilacerado e cansado mas pronto para se encontrar, reencontrar, ressignificar e amar até o auge do seu baticum espera um outro coração que não ligue pra dinheiro, carro, trabalho, e que se importe com o simples fato de ser ou estar na mesma vibração que um outro alguém. (21/03/2013)

Vejo tanto casal que se ama se separando por nada que chego a pensar que as pessoas confundem amor com ego, capricho, novela ou qualquer souvenir da loja de 1,99! Vem cá, você achou mesmo que ele cheirava a galã de novela todos os dias? Que mantinha aquela pose descompromissada, tipo “menino da praia” e uma cara de que acabou de sair do banho a todo o momento? Achou mesmo que ela não tinha que trabalhar, estudar, dar duro para conseguir ser quem ela é? Acreditou mesmo que ela estaria sempre linda, pele Scarlet Johanson, cabelos Wellaton e um ar de Marylin Monroe quando a poesia tesa da cama os invadisse? E por último, vocês dois realmente acharam que só passaram a existir a partir do momento que se encontraram? Tsc Tsc… Entendam, a vida não é um mar de rosas. Amor não é cinema. Realidade de quem gosta de verdade tem haver com realização e não com o danado do romantismo piegas que a televisão incutiu na mente brasileira. Cresçais vos juntos! Amor é construção, compreensão, sobretudo abdicar aqui e ali de algumas vaidades em prol de algo que realmente seja digno de levar o título de amor verdadeiro. (26/03/2013)

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: