Premiere

31 03 2018

Fragmentos

Among passions and delusions I surrender myself almost completely in the early hours of the day. In an almost controlled ecstasy, I slowly drift into the unknown and unexpected. In my mind I have the memory of your smiling face, kind of shy, smiling to me, in my mouth the taste of the sweet coffee that I use to do every morning.

Around me is possible to feel the future, or at least, the idea of ​​it. This premiere that is borning in my chest, like the first rays of the sun one summer morning even though we are in the autumn, rejoys me but also cause me some fear.

However, I am in a kind of silent communion with the feeling of the goodbyes and arrivals. The birth of what doesn´t have a name yet, excites me in a very mild but significant way. I am who I am, you’re you, I´m remembering Clarice Lispector.

Somehow a writer is reborn inside of me, he speaks about the present and the instants. This writer who wants to express directly to you. He wants to talk about the details of an interior life without a definition. He asks me for his voice. I allow myself to be him. I am him, in a conscious, gentle and quiet way, “fulness without fulmination”.

Who are you? Who am I? Are we going to be brief resumes? Engagement and discoveries? Will we come to the common sense between insistence and resistence? Everything is so green, immature but resistant to this city of disillusionment that has become São Paulo nowadays. Will we survive only in this writing and some artistic and musical exchanges? Will we continue to surrender like two boys in search of what they have not really experienced?

I decided that I do not want to measure anything in time. The writer that I allow myself to be at this moment, speaks of perceptions of the present and he is anchored in the now. He talks about the instants that are giants but also brief, irrationally beautiful, revoking in words the right to exist.

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Pré Estréia

31 03 2018
Obra do Nove e Tinho Nomura

Obra do Nove e Tinho Nomura (Images by Google)

 

Entre paixões e desilusões eu me rendo quase que por completo nas primeiras horas do dia. Em um êxtase quase que controlado, eu rumo vagarosamente ao desconhecido e inesperado. Na cabeça a memória do teu rosto sorrindo meio que tímido pra mim, na boca o gosto do café adocicado que eu aprecio em todas as manhãs.

Ao meu redor é possível sentir o futuro, ou ao menos, a ideia dele. Esta pré estréia que nasce no meu peito, como os primeiros raios de Sol de uma manhã ainda de verão apesar de estarmos no outono, me alegra e dá medo.

Contudo, estou em um tipo de comunhão silenciosa com o sentimento de despedida e de chegada.  O nascer me entusiasma de maneira muito branda mas significativa. Eu sou eu, você é você, me lembro de Clarice… De alguma maneira renasce em mim um escritor que fala de presente e do agora. Este escritor que sou eu e que quer expressar-lhe diretamente os detalhes de uma vida interior e sem definição, pede  voz, e eu me permito ser ele. Tudo de maneira consciente e branda e tranquila, “plenitude sem fulminação”.

Quem é você? Quem sou eu? Seremos breves recomeços? Construções e descobertas? Chegaremos ao senso comum entre insistências e desistências? Tudo é tão verde, imaturo e quase que um broto resistente a esta cidade de desilusões que se tornou São Paulo nos últimos tempos. Sobreviveremos apenas neste escrito e a algumas trocas artísticas e musicais? Continuaremos a nos render como dois meninos em busca do que ainda de fato não experimentaram?

Decidi que não quero medir  em tempo, este escritor que me permito ser neste instante, fala de percepções do presente e está ancorado no agora. Nos instantes que são gigantes mas também breves, irracionalmente bonitos e revogam em palavras o direito de existir.