Para Maysas e Vanderléias

30 12 2017

Artista: Tinho – 2013 – Two Sisters . óleo sem tela. Image by Google. Contato do artista: @tinho23sp

Entre Maysas, Clarices, Jupiters, Silvas e Vanderléias, I’m here. Pulmões danados as cinco da tarde pois estou existindo entre cigarros e olhos molhados, eu estou aqui. Bem, eu não estou certo se estou aqui pra escrever pra mim ou pra você. Não sei se quero me lamentar, te agradecer, ou mesmo, se escrevo apenas pra dizer que te amo e depois ficar achando que você não acredita. Não sei bem porque estou aqui, eu só sei que estoy aqui, je suis ici, I´m fucking here, again.  Tenho um free em um das mãos, uma coca cola na outra. Estou aqui e ponto. Estou diante de você, olhando na pupila do seu olho, viajando no azul do seu azul, respirando a sua respiração, sentindo o seu cheiro e desejando com os meus olhos um sorriso teu e uma promessa de recomeço.

Sabe, eu adoraria que esta carta fosse alegre, ou mesmo, para te dar ou desejar boas notícias, mas eu choro, e sei que você sabe disso. No fundo, eu gosto e não gosto que você saiba. Tá vendo? Eu não sou um cara tão legal assim. No fundo eu gosto de saber que você sabe da dor aqui. Entende, eu não sou perfeito. Eu não sei se você se lembra mas eu nunca fiquei bem com a perfeição que você me dava. Eu não te achava perfeito na maioria das vezes, eu te achava possível. Um possível bem generoso. Um possivel daqueles que a gente quer pra sempre, sabe? Bem, tá certo que tem muito ideal meu aí  – my thing. Coisas de Netuno em Peixes, é tenso assim. Veja bem, eu não quero que você se foda, mas não serei destes que em “ágape absoluto”, vai querer acompanhar a sua vida feliz, ao lado do seu novo futuro esposo, aquele político diplomata da Normandia. Sou humano e fodido demais pra aceitar uma destas. E confesso que há até um certo charme em pensar da maneira como eu penso, um dia te explico.

Eu quero que você que você seja feliz e ponto, não quero ver fotinhos dos seus cachorrinhos e plantinhas no whats app. Tsc, tsc, não vou querer olhar a sua felicidade.  Não quero constatar a sua felicidade enquanto a minha nunca for tão certa assim. Egoista, humano, errante e  vivo este sou eu também, um eu que  você se recusou a ver. Sendo sincero, tenho problemas em perder, e não quero compartilhar este tipo de felicidade contigo.  Calma, é claro que vou encontrar outras pessoas quando eu eventualmentr quiser, mas nenhuma delas vai ser você. Nenhuma delas me provocará as mesmas sensações e os sentimentos que você provocou. Serão novas experiências, novas dores, novos amores. Mas de verdade? O que eu queria mesmo era que alguém me contasse como é que a gente faz pra passar do estágio da paixão, amor platônico, ciúme e etc… para a fase em que a gente constrói algo duradouro, e aceita que nem um e nem outro é perfeito mas que somos a melhor opção para se passar o resto da vida. Eu posso estar falando merda. desculpa aê.

Nestes dias de um verão abafado e cinzento, tenho me perguntado bastante sobre como você está reagindo. E então depois de uma manha serena, uma tarde complicada e uma noite tranquila, eu comecei a me questionar e rascunhar as seguintes perguntas: Você ainda se pergunta sobre mim? Digo isso, porque tá na cara que você também não tá bem com o final da história. Mas e então? Me conta, como é  que você faz pra mudar de pensamento quando a direção está apontada pra mim? Como você fica melhor? Como você sabe que não está mentindo para si mesmo? É só dar um passo pra atrás e está tudo resolvido? Me conta como você faz, please. Quem sabe não vai me ajudar tentar os teus métodos aqui. 

Eu estou cansado cara, e eu sei que você também está. Procurei a definição de engano no dicionário, não encontrei nada bonito pra colocar aqui e linkar com algo que eu realmente queira dizer, mas me pus a perguntar se hoje pra você, meu sobrenome é somente engano e se algum dia eu deixei de ser a suspeita dele.

Eu verdadeiramente queria te escrever coisas motivadoras e permanentes. Seria um modo de permanecer aí com você de algum modo, seria um antídoto para o caso da minha imagem começar a desaparecer na sua mente. Mas sabe, no fundo, se eu tivesse três desejos todos seriam gastos em apagar aquela tarde onde você decidiu que me via somente como amigo. No fundo, acho que tenho um problema com o apego da idéia de você. No fundo, eu queria ter feito tanta coisa contigo, eu gostaria de ter te proporcionado mais bons do que maus momentos. Eu queria ter ido contigo pro Rio. Você não sabia, mas eu já tinha reservado um final de semana pra nós. Enfim, eu queria ter jantado fora com você, conhecer e te apresentar os bares alternativos da Vila Madalena. Eu queria ter tentado mais. Eu queria. E eu sei que de certo modo eu não segurei a onda depois de aceitar que você não me queria do mesmo jeito que eu te queria. Estamos dois cansados após este um ano. Mas vem cá, você não acha que poderíamos ter tentado mais? 

Enfim, permaneço aqui sem um discurso permanente e motivador, muito menos interessante.  Vai passar, eu sei. Mas eu apenas estou aqui, diante de você, olhando na pupila do seu olho, viajando no azul do seu azul, respirando a sua respiração, sentindo o seu cheiro e desejando com os meus olhos um sorriso teu.

 

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Blue

17 12 2017

Days Insta2

‘There is no head that doesn’t command the heart and there is no love unbreakable. There is no anger that forgiveness doesn’t forget nor humor that eventually doesn´t annoy’.

Free translation of  ‘Nāo há cabeça‘, a song interpreted by Angela Ro Ro (Brazilian Singer) EM 1979

 

I recommend to read listening: Não há cabeça – Pélico

You’re gone. It’s 1:00 p.m. and the heat in São Paulo sucks. The clouds are floating in the blue sky, this movement itself reminds me the color of your blue eyes. Color of which I will be orphan for now on. My house remains untouched. I’m trying don’t move myself inside. My intention is to preserve any remember from you that could be here. No, I don´t want to listen music. I don’t want to hear anything beyond the life and their irrational noises. Since you went out, I didn’t left the couch – where we shared the last moments of our brief experience. Your smell is still here. You’re still here with me. I’m telling to myself between ridiculous sobs, that you got out just to buy wine at the grocery, or even buy some cigarettes at the bakery. Oh! If you need some help with Portuguese Language, just call to me on whatsapp It would be amazing to help you. I always be here to help you. Are you coming back soon, aren’t you? Yeah, I’m a fucking drama queen or just an asshole. You can choose.

It took me a few hours to start writing to you. I’m doing this on my cell phone with wet eyes and trembling fingers. It’s afternoon or are we in the dawn? I don’t know. I just know you don’t reached your destination yet. You must be in somewhere between the atlantic and the hell. I don’t want  to know and I do. I’m lost, hopeless a trash. Since you gone, all the hopes that I fed for a year, also let the house, my body and my soul. Yes, I waited a fucking year or more. I’m not aware about what exactly didn’t work yet. You know, I did everything so well. I seeded and fertilize so much this love. I let enough time in the Sun, I sang for it to grow up happy, healthy and beautiful. I tooke care so much of this love even without any reasonable motivation. For now, I’m sure that I wanted it this love so much, but now, it’s over.

What remains, beyond your fateful and out loud: ‘I see you as a friend’,  was just an anguish and it turns into something that hurts. Is not hatred, neither anger, also It’s not love.

Yeah, I know, it’s so ‘cliché’ all this crap. However, it hurts so much that I needed to shape it.  The act to write, is to me just a royal way to turn something very subjective – like feelings – into something that people can touch. You can be thinking that I’m writing to you, but thruth be told, I’m writing to myself. Maybe to someone else who could identifies itself with my pain, maybe just for you become aware of what I’m feeling. Yes, I will write to tell about the days you´ve taken from me. Now, it will be just something that I need to do for me. However, it will full with a bunch of letters addressed to a supposed you, but deep down it may not be really you. Did you understand? Forget it. So, I write this kind of book, email, letter, blog or simple whatsapp message to remind myself about everything. I want to captivate,  to store and eternalize everything. This is my purest and insolent desire at this moment and for some reasons I need to satisfy it. I also write because I’m tired to be an asshole. I´m so tired to be someone always felt in love by another who simply don’t care. You know, I need to improve this feeling turning all this “mela mela” that my life becomes after a rejection in something functional and productive. To be honest, I’m not sure about what I’m going to write next. I couldn’t answer to myself why I’m here dedicating my time and typing on this cell phone that shrinks every minute. I don’t know. I think I’d just like to say a few things to you but mainly to myself. This reminds me an excerpt from Clarice Lispector, the writer I introduced to you. That says: “… I write to save myself”. Yes, I want to be saved from me. I want to minimize the damage this time, I deserve it and I need it.

Well, I’ll try to get some sleep, some wine can help. I need to remember that it’s just an ending that supposed relationship. I cannot forget that you didn´t wanto to. The life goes on, it´s true.

For now,

See you.





Espera-se

2 01 2014

 

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Procura-se: desaparecidos, cachorros, ilustradores talentosos, carpinteiros, notícias,  apartamento para alugar ou dividir, empregadas e babás. O verbo transitivo procurar vem do latim procurâre, que significa ocupar-se de, fazer diligências para encontrar, buscar, esforçar-se por descobrir, refletir, desejar encontrar-se com, dirigir-se para, pretender ou tentar.

Conheço gente que procura, mas procura mesmo, e o faz desesperadamente. É gente aos berros procurando alfinetes pela casa, clipes em papéis antigos, objetos inanimados para continuar algo, problemas para se ocupar, anotações de uma reunião importante, yoga para confortar, neurolinguística para treinar o cérebro, meditação para sentir-se melhor sobre o que a vida não dá. Sei de gente que até procura o tempo que perdeu, numa tentativa subumana  de reviver o passado como personagem de filme. Sobretudo, muitos que conheço – muitos mesmo – procuram um amor. Querem e buscam incansavelmente este sentimento. Frequentam locais com o objetivo de, simulam uma personalidade que não possuem e até se enfeitam (e como se enfeitam) em prol da busca incansável do amor. Eis pra mim a dialética da questão.

Estranhamente sempre entendi a procura como uma ação interligada a algo que você já teve. Buscar o que nunca se teve é sonhar. E acreditem a maioria dos que conheço e que buscam um amor, apenas idealizam o que ele é sem o terem realmente conhecido. Entenda meu caro, sonhar é bom, mas nada tem haver com a transição da busca de algo. Procurar o é o entremeio do que você deseja, é a maneira interna de se construir para algo, é o modo, a lapidação e nunca a conclusão do objetivo. A meu ver , querer e sonhar, são antônimos de procura.

Veja bem, ao associar o desejo do amor a procura, acredite, você se tornará ridículo. Simplesmente porque tentará de tudo. Estar em lugares que não quer, fazendo coisas que não te compõem, justificando para si próprio qualquer ato desmedido em busca de algo que não depende de você. Isso mesmo, amor depende do acaso, do não propósito de encontrá-lo.  Sempre acreditei que amor nos encontra numa sexta feira chuvosa em que você furou o pneu do carro e quase ninguém parou para ajudar, ou mesmo, quando você sem motivo foi àquela festa de um amigo tão querido e alguém especial te saudou com um copo de plástico enquanto você pedia mais uma cerveja. Qualquer coisa diferente disso poderá ser o seu querer imenso misturado a uma busca daquilo que você nem sabe mesmo se é amor.

Não quero fazer apologia à quem busca, confesso que num momento demente da minha existência já fiz parte da turma do procura-se, mas por hora limito-me a turma do espera-se. Se quem espera alcança, nunca saberei. Mas por enquanto me preparo para o que a vida me oferece de mais bonito: a casualidade dos dias não especiais. Por estas e outras espera-se alguém que não ligue pra roupa que eu visto, mas que se importe com o tipo de sorriso eu coloco no rosto. Espera-se alguém com suas opiniões e convicções, seus gostos estranhos, que debata comigo de uma forma saudável sua visão de mundo. Espera-se alguém que faça diligências sim, mas só se for com a finalidade de realizar surpresas castas e não castas para nós dois. Espera-se alguém que curta música boa e até diferente do meu gosto. Espera-se alguém que não se interesse no amor completude, mas sim no amor complemento. Espera-se alguém que não busca nada com nada, mas que se deixe levar pela poesia mais pura da alma. Por fim, espero alguém que também espera. Porque embora que quem procura acha, quem espera sempre se prepara e se conhece do melhor jeito.





Para a Beleza Interna

28 07 2010

Querida, há quanto tempo não ouço falar de você! Vai tudo bem? 

Hoje assim sem mais nem menos, assistindo um besteirol televisivo, daqueles bem engordativos, que a gente quase não presta atenção do que se trata, ouvi seu nome. No começo desconfiei, e me perguntei se falavam mesmo de você. Liguei o “sentido aranha” e pasmem repetiram seu lindo, complexo e comprido nome. Até cutuquei minha cachorra (que me acompanha em qualquer programa da telinha) no intuito lisonjeado de dizer que eu te conhecia. É, eu te conhecia! Atento ao desenrolar do diálogo, afim de descobrir porquê preteriam seu nome, descobri que nada falavam de você em específico. Mesmo assim aguardei, afinal você é uma das poucas amigas “meio –famosas” que tenho, e das quais sempre espero noticias. E mesmo sabendo que você não é a Lady Gaga, ou mesmo, uma das Paniquetes, Caldeiretes ou antigas Vedetes, que hoje fazem pornô, para que te lembrassem assim com tanto esmero e paciência de explicar-lhe aguardei alguma informação, nem que fosse pra saber se você estava envolvida com o PCC ou qualquer acordo de Paz entre o Iraque e o Islã. Até pensei que anunciariam sua participação num ou outro programa matutino, que mistura culinária com auto-juda. Mas nada mais falaram de você. Usaram seu nome pra quase nada, foi como copo descartável, necessário  para um determinado fim, mas no fundo totalmente dispensável ao termos um copo mais corpulento e de vidro. Mas se eu bem te conheço, você não deve ter dado a mínima para o que falaram ou deixaram de falar de você. No fundo, nunca ligou muito pra essas coisas, não é verdade? E agora disso tudo eu tiro o lado bom, lembrei de você. E por isso te escrevo.

Gostaria de dizer-te tantas coisas, mas acima de tudo agradecer-te por ter sido minha parceira em tantos goles de auto-estima no momento em que mais precisei. Por exemplo, sua presença foi de suma importância na minha adolescência, mesmo que servisse apenas pra justificar os óculos brega e o gosto refinado por música francesa. É verdade, vivi tantas coisas boas acreditando em você, e nos papos longos que tivemos pelo ICQ que nem sei como retribuir. E por isso esta carta tem também o intuito de me desculpar, sei que te abandonei depois do colégio, mas por favor não me culpe totalmente. Sabe como é jovem. Fui na maré de todo mundo e acabei me esquecendo um pouquinho da sua importância. Mas compreenda na faculdade ninguém falava de você, na balada também não, e no trabalho então acho que nunca ouvi o seu nome. E como segui com a vida, entre algumas academias e altas doses de salão de beleza, acabei por deixar de ligar, e confesso que até me esqueci – só um poquinho- de você. Sei que vai de encontro a tudo que me ensinou. Mas descobri que é feio ser feio. E mais do que isso, colocando as modéstias a parte, a gente tem que ser pelo menos arrumadinho. No entanto, gostaria que soubesse que nunca usei seu seu santo nome em vão. Guardei a busca de você e seus ensinamentos só pra mim. E só por isso beijei tantos no intuito de descobrir se calhava de achar as duas coisas – externa e interna beleza – numa mesma pessoa. Falhei miseravelmente, claro! No entanto não desistirei. Apesar de você me ensinar que de verdade não dá para ser os dois, e muito menos ser os dois ao mesmo tempo, num mesmo lugar ou numa mesma hora. Eu ainda acredito que o mundo tem salvação!

Sem mais, desejo que reaja no coração do ser humano. Sei que sua popularidade anda caindo, mas não quero ver isso acontecer de vez. Por isso mude de agente, produtora ou sei lá mais o quê. Espero ver entre peitos e bundas de silicone, nem que seja um pouquinho de você. Por isso, reapareça de vez em quando, nem que seja pra saudar o coração de alguém que diz que te procura, mas no fundo está procurando a outra também. Quem sabe a gente não vence eles pelo cansaço? De duas uma, ou povo para de falar de você em vão, ou passam a realmente te entender.   

Um grande beijo,

Marcos  Vieira





Gente Felizinha

29 05 2010

Gente Felizinha acorda cedo e não reclama de nada, agradecem felizes os despertadores por fazê-las levantar aos sábados as 07h da manhã para mais um dia de “lavoro”. Espreguiçam-se pouco, e quando precisam dar uma aliviada no sono se alongam. Só por que faz bem ao tônus muscular e não porquê são preguiçosos. Viu? Essa gentinha é uma espécie de “super dispostos da nova geração”. Tudo entre aspas, isso mesmo, por que gente feliz adora falar com as mãozinhas fazendo aspas.

Esse tipo comum e notório hoje em dia, bem diz a tudo, literalmente tudo, inclusive as desgraças do mundo (encontram para tudo uma óbvia resposta no evangelho segundo espiritismo) e vão a Cruz Vermelha freqüentemente. Gente Felizinha, dá bom dia sonoro, e acolhe o cachorro morto que os normais atiram na sarjeta. Gente feliz toma café sem açúcar e come pão com fibras – apenas uma fatia sem manteiga – eles não precisam de mais nada de manhã, seus intestinos funcionam bem, e senão eles tomam Activia.

Gente Felizinha vive aos montes por aí, se exercita e caminha pelo bairro contemplando o que continua exatamente igual. Eles se dizem a juventude da física quântica e só lêem Auto-Ajuda. Inclusive para eles Shinyashiki é quase um Deus. Lispector, Manuel de Barros e Vinicius de Morais são os depressivos que eles pretendem ajudar a encaminhar a alma em todas as orações.

A massa de Gente Felizinha quer namoro sério, sem sexo (Obs.: sexo oral pode!), noivado, família, filhos héteros e sem H1N1. Eles costumam correr no Ibirapuera e enfrentar filas quilométricas para assistir Avatar, Homem de Ferro 2 e Alice no país das maravilhas, mas gente assim também adora comédia romântica e ação barata do Bruce Willis. Eles se acham extremamente culturais e inseridos em todos os meios. Religiosamente  pensam nas questões filosóficas do mundo sem uma absoluta gota de álcool no sangue. Porquê gente feliz não bebe – apenas experimenta porquê são educadinhos – preferem suco Diet a qualquer outra oferta num encontro com os amigos.

Gente Felizinha odeia cigarro, e ficou feliz com a Lei Anti Tabaco, eles quase impõe placas para ninguém fumar até no ponto de ônibus em céu aberto. Contudo, essa gentinha diz ter compaixão pelos outros. Mas usa tênis de marca, bolsinhas da Loui Vuitton e jamais se esquecem de passar protetor solar. Gente feliz se reúne todo domingo para almoçar macarronada e agüentar a Tia chata que só diz asneira. Eles não se aborrecem com nada, e tentam convencer o mundo de que a opinião deles é a mais sensata.

Gente assim é um nada, mesmo achando que suas caretíssimas almas são o seu principal bem.

Ok, ok …

Nos vemos no inferno!





Algumas coisas não terminam, mas param por aqui.

27 04 2010

O Sol vai despertar daqui a pouco. E no silêncio do meu quarto sobram palavras embaralhadas por todos os cantos, elas revestem o chão, a cama, as paredes e o teto. Todas as letras, vírgulas, exclamações e interrogações abrem-se inteiramente à você. Todas, sem excessão, todas, tem como objetivo falído retratar o apreço imenso que o reservo.

Talvez você não entenda, mas meu menino, a única e mais preciosa lição que aprendi neste curto espaço de tempo em que nasci terreno, é que algumas coisas não servem o entendimento. E para algumas formas, somente o tempo as pode dar sentido, ou de verdade nem ele. No fundo eu sei que você não vai entender,como daqui pra frente não entederá muitas coisas em sua vida. E se eu pudesse lhe forçar a não buscar o entendimento para então viver de verdade eu o faria. Porquê entender é poupar-se muitas vezes do inevitável. Por isso chore, alegre-se e viva sem justificativa. É mais gostoso eu posso lhe assegurar.

Há dias atrás, sem buscar o entendimento nos jogamos um nos braços do outro, encontro de almas. E distante do que se possa achar, as almas se cruzam e não estão fadadas a viver muito tempo para serem felizes, ou mesmo, aproveitar o pouco que faz a vida mais doce. As almas se cruzam pelo tempo necessário. Se completam e jamais serão uma só após qualquer sentimento trocado entre elas. Posso afimar com certeza que eu não sou o mesmo e acredito que você também não depois do que trocamos.E o que nos ocorre serve para afirmar que algumas coisas não terminam, elas simplesmente param. Pelo simples fato de não carecerem de um desfecho ou um fim para serem especiais.

Eu te busquei sim, e você me encontrou. E de portas entre abertas, percebi que não estou pronto. Pelo simples motivo de não saber ao certo o que quero nesta minha saga infidável pelo amor a dois. O que derradeiramente me fez enxergar com a razão irraigada, que não posso lhe oferecer muito mais do que teve. Não sendo justo continuar, já que a história pende para um lado só.

Gostaria que soubesse que o que eu podia lhe dei, mas ao passar desta linha tênue que nos juntou, não há nada mais com que eu possa lhe contribuir. E também já não é mais de meu gosto saber aonde vai dar. Erro meu? Não sei. O tempo irá dizer, ele vinga e satisfaz as dúvidas. Mas já não posso mais lhe atentar a alma com as minhas incertezas. Sendo que hoje só sei que não posso co responder a mesma maneira e com a mesma intensidade. E por isso não posso lhe privar de viver o sabor de outros amores. Tornando-se hoje esta, a minha única certeza.

Não se equivoque, dizendo para si mesmo, que esta certeza só doi em você. Pois ela também dói em mim. Por isso guardemos o que foi bom, ignore o curto espaço de tempo no calendário, ele só conta o que é frio e não é bom. Sejamos aquele tempo de descoberta e de apreço um para o outro. Sem entendimento mínimo e limitrofe do que não pode e não deve ser jamais pautado e entendido. E para evitar que doa mais ainda, em mim ou em você futuramente. Eu não termino, mas paro por aqui.





Sincronicidade

20 01 2010

O sol não me faz falta. Não agora, em plena e ampla noite que é. Afirmo com toda certeza. Por que intuitivamente, eu sei que ele nascerá no momento certo e eu o assistirei se assim me for de direito e estiver vibracionalmente relacionado a ele.

A chuva cobre a minha casa como um manto santo. E o silêncio costumeiro faz-se companheiro cedendo espaço apenas para o tintilhar, se assim posso dizer, das teclas do computador. E já que agora os pensamentos não gritam, mas falam baixinho no intuito verdadeiro de dar liga a algo do meu mais profundo EU. Confesso à qualquer um que me leia, ou em especial a você, uma das maiores descobertas da humanidade .

Mas antes, e nestes minutos ilógicos que me convêm, dito que a solidão não me assola, e a tristeza, tão mundana, sorrateira e irmã. Hoje, em especial, não me custa saudade e nem falta. Tudo isso, porque descobriram algo simples: A sincronicidade. E mesmo que tal fato só seja perceptível as psiques em níveis menos conscientes (alfa). Afirmo com toda clareza do meu ser humano, inteligente, ambíguo e profano, que ela é capaz a qualquer um que se permita sonhar um pouco mais, e abrir-se para o mundo num terceiro olho. Enxergando minuciosamente o balé que move vagarosamente o mundo.

Segundo Jung, defensor da teoria em questão, tudo está interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estão sempre em algum tipo de sincronia, o que faz com que certos eventos isolados, ou não, pareçam repetidos, em perspectivas diferentes. Se então pautarmos o estudo sob uma ótica ampla, Jung acreditava que todos nós precedemos os acontecimentos. Fruto exclusivo dos objetos internos que repousam sobre nossa consciência. Considerando que cada ser humano possui um papel especial a desempenhar no universo e o nosso inconsciente é capaz de refletir o Cosmos (o todo) e introduzi-lo no espelho da consciência.

Então eu, entregue a todas as perspectivas. Minuciosamente atento a todos os movimentos ao meu redor. E desde então introduzindo os últimos acontecimentos da minha passagem neste tempo. Transferindo-os à minha mais clara consciência, é que pude perceber você, antes mesmo que se fizesse. E no fundo eu só gostaria que soubesse que este texto, tão lícito, tem a forma pura e o desejo de exprimir para você, ou qualquer um, que talvez me leia, ou não, mas que soube de algum modo (consciente ou inconsciente) que os dias e as noites que antecederam esta escrita vieram doces e sincronicamente a calhar para mim.

Contudo, considerando o novo aprendizado, digo para você e o mundo, que no fundo nós sabíamos de nossas existências (como todos sabem da existência de cada um que consigo está vibracionalmente relacionado). E por minha necessidade, talvez, bastou pauta-las, em algo grandioso, que me envolvesse ou me virasse a cabeça apontando o olhar para o vagaroso balé que o mundo faz para aproximar as pessoas. Sendo que mesmo distantes e improváveis de um olhar nú e rotineiro, nos reconhecêssemos interligados vibracionalmente de algum modo. E seja este o modo que for; amizade, cumplicidade, fidelidade ou afins. Todos nós, humanos e dilacerados, estaremos sempre e deliciosamente sincrônicos e co-relacionados com quem vibra em igualdade. Porquê no fundo esta é a verdadeira essência na vida.

E por isso e pelo que ainda pode acontecer à mim e você, ou a qualquer um neste mundo, respeitando é claro o vagaroso bailar de todo tipo de vida no mundo. Preciso dizer a Jung, você e ao mundo: – Muito Obrigado, a Sincronicidade realmente existe.