Para Maysas e Vanderléias

30 12 2017

Artista: Tinho – 2013 – Two Sisters . óleo sem tela. Image by Google. Contato do artista: @tinho23sp

Entre Maysas, Clarices, Jupiters, Silvas e Vanderléias, I’m here. Pulmões danados as cinco da tarde pois estou existindo entre cigarros e olhos molhados, eu estou aqui. Bem, eu não estou certo se estou aqui pra escrever pra mim ou pra você. Não sei se quero me lamentar, te agradecer, ou mesmo, se escrevo apenas pra dizer que te amo e depois ficar achando que você não acredita. Não sei bem porque estou aqui, eu só sei que estoy aqui, je suis ici, I´m fucking here, again.  Tenho um free em um das mãos, uma coca cola na outra. Estou aqui e ponto. Estou diante de você, olhando na pupila do seu olho, viajando no azul do seu azul, respirando a sua respiração, sentindo o seu cheiro e desejando com os meus olhos um sorriso teu e uma promessa de recomeço.

Sabe, eu adoraria que esta carta fosse alegre, ou mesmo, para te dar ou desejar boas notícias, mas eu choro, e sei que você sabe disso. No fundo, eu gosto e não gosto que você saiba. Tá vendo? Eu não sou um cara tão legal assim. No fundo eu gosto de saber que você sabe da dor aqui. Entende, eu não sou perfeito. Eu não sei se você se lembra mas eu nunca fiquei bem com a perfeição que você me dava. Eu não te achava perfeito na maioria das vezes, eu te achava possível. Um possível bem generoso. Um possivel daqueles que a gente quer pra sempre, sabe? Bem, tá certo que tem muito ideal meu aí  – my thing. Coisas de Netuno em Peixes, é tenso assim. Veja bem, eu não quero que você se foda, mas não serei destes que em “ágape absoluto”, vai querer acompanhar a sua vida feliz, ao lado do seu novo futuro esposo, aquele político diplomata da Normandia. Sou humano e fodido demais pra aceitar uma destas. E confesso que há até um certo charme em pensar da maneira como eu penso, um dia te explico.

Eu quero que você que você seja feliz e ponto, não quero ver fotinhos dos seus cachorrinhos e plantinhas no whats app. Tsc, tsc, não vou querer olhar a sua felicidade.  Não quero constatar a sua felicidade enquanto a minha nunca for tão certa assim. Egoista, humano, errante e  vivo este sou eu também, um eu que  você se recusou a ver. Sendo sincero, tenho problemas em perder, e não quero compartilhar este tipo de felicidade contigo.  Calma, é claro que vou encontrar outras pessoas quando eu eventualmentr quiser, mas nenhuma delas vai ser você. Nenhuma delas me provocará as mesmas sensações e os sentimentos que você provocou. Serão novas experiências, novas dores, novos amores. Mas de verdade? O que eu queria mesmo era que alguém me contasse como é que a gente faz pra passar do estágio da paixão, amor platônico, ciúme e etc… para a fase em que a gente constrói algo duradouro, e aceita que nem um e nem outro é perfeito mas que somos a melhor opção para se passar o resto da vida. Eu posso estar falando merda. desculpa aê.

Nestes dias de um verão abafado e cinzento, tenho me perguntado bastante sobre como você está reagindo. E então depois de uma manha serena, uma tarde complicada e uma noite tranquila, eu comecei a me questionar e rascunhar as seguintes perguntas: Você ainda se pergunta sobre mim? Digo isso, porque tá na cara que você também não tá bem com o final da história. Mas e então? Me conta, como é  que você faz pra mudar de pensamento quando a direção está apontada pra mim? Como você fica melhor? Como você sabe que não está mentindo para si mesmo? É só dar um passo pra atrás e está tudo resolvido? Me conta como você faz, please. Quem sabe não vai me ajudar tentar os teus métodos aqui. 

Eu estou cansado cara, e eu sei que você também está. Procurei a definição de engano no dicionário, não encontrei nada bonito pra colocar aqui e linkar com algo que eu realmente queira dizer, mas me pus a perguntar se hoje pra você, meu sobrenome é somente engano e se algum dia eu deixei de ser a suspeita dele.

Eu verdadeiramente queria te escrever coisas motivadoras e permanentes. Seria um modo de permanecer aí com você de algum modo, seria um antídoto para o caso da minha imagem começar a desaparecer na sua mente. Mas sabe, no fundo, se eu tivesse três desejos todos seriam gastos em apagar aquela tarde onde você decidiu que me via somente como amigo. No fundo, acho que tenho um problema com o apego da idéia de você. No fundo, eu queria ter feito tanta coisa contigo, eu gostaria de ter te proporcionado mais bons do que maus momentos. Eu queria ter ido contigo pro Rio. Você não sabia, mas eu já tinha reservado um final de semana pra nós. Enfim, eu queria ter jantado fora com você, conhecer e te apresentar os bares alternativos da Vila Madalena. Eu queria ter tentado mais. Eu queria. E eu sei que de certo modo eu não segurei a onda depois de aceitar que você não me queria do mesmo jeito que eu te queria. Estamos dois cansados após este um ano. Mas vem cá, você não acha que poderíamos ter tentado mais? 

Enfim, permaneço aqui sem um discurso permanente e motivador, muito menos interessante.  Vai passar, eu sei. Mas eu apenas estou aqui, diante de você, olhando na pupila do seu olho, viajando no azul do seu azul, respirando a sua respiração, sentindo o seu cheiro e desejando com os meus olhos um sorriso teu.

 

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Gray

21 12 2017


To read listening: A Flor e o espinho – Mariana Aydar.

I could love you forever. I said to myself when I open my eyes in the middle of the dawn. I did sleep on the sofa. It would be less painful than sleep in bed. In fact, no one ever know how much I avoided the bedroom since you leaved me. There was an awkward sensation on that place. For me, your luggage was there, your perfume was there, our mess in the bed was there, the pillows, the blanket – where we sweat a lot in our last night together – was there. Even my the underwear remained in the carpet. Our lub was there, near bed behind the books to make everything easier but not exposed. It was possible to see your smile floating on air. You was there, just sleeping,  just being beautiful with your tasty and hot white body, your beautiful blue eyes, and your unique presence. You was there, with me, and I wasn’t ready to destroy this yet. Above all,  everything what we were, was there. And I knew it will be impossible to dwell in that bedroom for a while, at least to me. My feelings and memories would not fit into this room.This was my only certainty at that moment. My bedroom  isn’t mine anymore, I thought. The bedroom has become a place dedicated to the memories and the longings.

 

Why love matters so much? I asked myself in silence before to get up unwillingly and open the window. We had a grey sky outside and I felt a comforter wind in my face already full of tears. Oh Shit, can I stop to cry for a second? I asked myself until to notice that the blue sky and the heat, from the previous days, was gone with you. Are you gone together? Are you with the cold in some place between my insecurities and yours? I don’t know. I just knew you was in some place far away from me, far away from my love and I couldn’t do anything to change that. So, I secretly thank you to take away the heat from here and took my way to the kitchen to make the coffee. It will be good follow the morning routine.

 

I started the coffee preparation as usual, I put two cups of water, one filter, five spoons of Brazilian Coffee while the milk with sugar was heating in the micro wave. I checked the fridge and I could noticed some food in way to rot I may write to you about this. It was a quiet and almost cold morning and I was overthinking, saying to myself: I knew we would end up like this! I knew it and didn’t. Being honest, I wasn’t aware it would be so painful. The pain, the same pain that makes me human according to nihilists, It was sharp, hopeless, and thin. I needed to do something to change that.  So, I move myself to the balcony, with the simple purpose to watch the life beyond my thoughts about you.

 

In the balcony I feel some cold and I like it, then I focused my attention above the commuters on their way to work. How small they are, I thought. Silly human beings with their unsolved troubles walking around very slowly under a thin and persistent rain. They was so squeezing that morning. All of them among their colorful umbrellas in tight sidewalks from a weird suburb, in the most insane town of Latin America in a country unmeasuredly colorful. My color for that day? Grey. I was completely grey. Not black even white. I was being this undefined color, grey. The coffee might be ready, I remember myself and I took my way back to the kitchen to finish this part of my daily tasks.

 

After to grab my coffee I goes to my humble TV room and I sat there for few minutes struggling to watch the news on the couch – my new bed. I drink one sip, two, when an image comes to mind. It was you walking around wearing your gray sweater shorts full of blue stars smoking a cigarette and just smiling to me trying to understand my poor English. I’m sure that you try to love me back. However, no one is able to understand the love so much. The last three days were days that you almost asked me to leave you. Why I was deceiving myself? You really asked, without a word. You were asking, leave me, look how I treat you, notice how I don’t want you anymore, leave me. Sudenly I Iremember why I became shy and I was all the time asking if I could touch or kiss you, you was just saying: Leave me Marcos, we don’t get horny anymore together. Was everything about sex though? I don’t know.

 

You will be my unsolved problem. A kind of task insolvable. Something to feel in silence, between the teeth, a small nuisance, a little sadness pretending to be hope, a happiness not contagious but epidemic. You will be something between my daily tasks and the love that we didn’t allowed. I was overthinking again. When I received a message from my bank and I remember with a little fear, that I’m a job seeker and I needed to do the ‘real’ things: checking all social networks, send resumes and pray to someone call me asking an interview.

 

I was really trying to do something who lead me far away from the idea of you. At the end, I had promise to you, that I’ll be fine. However It was impossible at that time. I can’t have strength to be happy and I also believed that the only way to find happiness it’s allowing the pain. The humanity have some concepts about love and happiness so different and so similar around these subjects, don’t you think? Maybe I’m crazy. No, we are crazy. I remembered when you told me.

 

You don’t know but from the first day you talked to me, since that afternoon, when we hadn’t started anything yet – when you came to my previous apartament and after our first ‘official date’  I was maturing our end, I think I did that during this last year, when we was united and separated at the same time. I don’t know why, but I’ve always been in this constant state of passion and grief. I was always preparing myself for the love but also for the pain. So there I was, checking the WhatsApp to feel the pleasure to talk with you and the same time the sadness because of your departure.

 

You was in Madrid waiting the conection to Brussels. We exchange few words, you said thank you for everything and we start to ‘fight’ for the guilty. We always fought for the guilty. I think we did that because, at the end, we know we were ‘the ones’. I wouldn’t lie to myself, but maybe we are ‘the ones’ just in different steps in the life. Who knows what can be happen? ‘Tomorrow is going to be a new day’ said Chico Buarque on the CD Player next to the grey couch where I, grey as I am, lived all day.





8 days with(out) you

15 12 2017

margarida PB

I recommend this reading by listening to the following songs: Stan Getz 

(You know, just my style 😊 )

 

It’s been 8 days since you left. And still, I wake up madginly worried about you. I can imagine this situation isn´t  easy for you, either. After all, we decided to end it all when we faced our first obstacule when we were face to face, eye to eye. What is more painful, is that we know there’s still so much love, affection, and a huge desire to care for each other. Maybe there´s still an inconcious and intense wish to try one last time. Yes, my prince. We´ve been planning something different now. Today, I believe both of us would like to have something that was more than what we had.

I wake up in the eighth day without you. I mean, without the possibility of ever having you back. The first thought that comes to my mind is the image of your body sleeping next to me. First, I feel the fabric of the pillow with my hands and if I put some effort in my nose it´s possible to feel you. My sheets still have your particulars smells. I remembered that sometimes, during the night, I woke up with a terrible cramp in my left arm, where your head gently rested all night. I never told you this, because for me,  worth it to feel any pain just to see you sleeping like an angel, by my side. In my arms. As you used to say, with such affection.

We can´t ordered that someone loves us, but we should just leave them in the past in case they reject us. Crazy social rules, non? I mean, I can´t suffer because you don´t love me, you, in your side should felling relieved to don´t start this relationship with someone you can´t love. Someone like me, too damage to anyone. I was wondering about it these days, but we can talk about this, you know, in another time.

I would love to tell you that everything has been ‘Supér’. But the truth is that the days haven’t been easy. It’s nothing related just with you, maybe a little. It’s nothing serious, just my heart beating and wanting that we have keep it going. I know, I’ll get over it. I need it. But in the last Sunday for example was one of the most complicated days. Firstly because I had to explain to my mother – who had separated a plant for you to take home – the reason for your early departure. Second, because I had to make a huge effort to smile, so people wouldn’t notice that who was there was just a ghost wandering through the lunch table. Third, there was only so much shame over me. All, because of this situation that I proposed myself, and the worst, at my own choice. Despite everyone warning me about your signs,  too hard to read at that time. Even you, honestly saying clearly to me that we were in different steps. Well, probably I have some problem in my mind. However, I survived to the ´Shit Sunday’ as I named the day.  Now, I think back on these days and recalls the words of poet, Kathleen Stewart, who wrote of a similar heartbreak: ‘that week ate to itself, slice after slice.’

I’ve been read a lot about how to overcome rejection. My goal is to find some solution that will put me in the right direction of life without you, or without this dream that I build up in my secrect world. I urgently need to make some decisions around unemployment, future, living abroad, this apartment that now remembers you, my money, kind of affective life I want to have, and so on. I hope you’re trying to be okay too, doing whatever you need to do. To be easier for me, I’m reading theories wrote by Freud with  many  different thoughts, I´m listening music and writing letters to you ,that I will never give to you. So, I put myself to think about many things to feel myself alive. I’m hardly trying to be functional. Through reading, I’ve discovered a text by Alain de Botton, which gives philosophical clues to dealing with rejection, everything in some kind of cartoon animation it shows a couple splitting up their relationship. The script say: ‘the only good relationship, the only relationship worth mourning, would be one to which two people desperately wanted to belong. This was not – in the end – despite all the signs – that kind of a relationship at all.’

I wondered if we both desperately wanted to belong to this relationship? I answered seconds later with a big and loud YES. YES, we both wanted to build a relationship. I may have acted in a desperate way and you always have a natural and restrained way, hoping for this “feeling” that I could never understand what it was. Were we wrong to act in different ways? No, absolutely. However, among natural exaggerations, I think we lost each other.

I asked myself why I was so dramatic. But I absolved myself, few minutes later, because you know, I’m Brazilian. In ‘Tupiniquins lands’ people are so dramatic. Then I wondered if I’d be overreacting to come here and write you these words. I concluded definitely that yes, I would. But the way I see things, it’s a waste of time to talk about you with someone else. So, I preferred to come here and put down these words.

However, I promised to myself that this would be one of the last letter´s . I would truly love to be your friend, but I cannot, at least not right now. That it would be unfair, not just for me. I’m a persistent person in worrying levels, and it would be a crap for you to deal with my insanity. To be honest, it would be unhealthy to be ‘just friends’, it will sounds weird, we will loose something that we already had. We could propose to each other now, just a ‘soft’ friendship, nothing sincere and intense as I´d like to mantain. And it is impossible for me to maintain a friendship with you without feed my passionate mind with some hope around you. Hopes that you didn´t give to me, and honestly, it will take time for you give to me, and I don’t have time to wait. It’s not that you are not worth the wait, you worth it. But I’ve waited for you too long. So, just for now, I’d rather leave the door open for whenever you want to, get in with your love, your availability, and your desperate desire to belong to this relationship and be my boyfriend – nothing more, nothing less.

I’m sorry to write you and speak so directly and openly about what I feel. I´m nothing  doing this to hurt you, I’m just relieving something here in me, something that just needs to go out toward you, not to someone with opinions based on experiences that I did not have. You don´t need to read my crap, it´s just my inner voice who needs to get out. That said, I’ve been talking with few friends, and one of them has told me an interesting theory about ending-relationship processes. The theory said that a ending love usually follows the same phases for both involved, following the logic of 1st Denial, 2nd Acceptance, 3rd Reaction and Redemption. This last phase involves self forgiveness, that´s why it´s more challenging.  This last one, told me something about us.  We’ll need to forgive ourselves for missing out ‘amazing guys’ like us. Just for the record, after filling some type of questionnaire, I’m on the first step, dening our end, according to this theory.

But you know, I love myself and I love you. In fact, I’ve been learning to love myself since you came into my life, this it would be your legacy. So, thank you for that. And thank you for all the other things you made me realize about me, including my youthful and impractical ideals.

I would like to end by saying different things, but again I will say that I still have many doubts regarding our history. Some of them I will solve alone, with the strangest excuses you will ever imagine. The other ones, I don’t think you know how to answear, even  those doubts being about yourself. For all of them, we have time. The hours and endless possibilities.

I’m so glad for your love, for your affection and concerns. And just to say it again, there is still much love here. Love for you, and for the idea of having our space, our Labrador, our place in the world amid 70,000 plants and a healthy life. I’m sure there’s a lot of love in you too, take care of it as best you can. Someday, If you’ve been needing, you can to empower yourself with my love. Especially when you lack loving and a tender look about yourself.

I need to end this book, almost letter, but in fact just an e-mail that I wrote by my smartphone.

I hope you’ll be fine. My end it’s still be: I am here! But without predictions of waiting or chance. It is a ‘I am here’, convinced and believing that any relationship is possible, mainly if we can respect ourselves as human beings. Despite all romanticism and all songs about relationships, I think if we can manage the respect for one another, as humans being and individuals as we are,  everything is possible. So, I’m here with my arm extend for you to put your head and be my angel for many nights among my sheets that I can’t wash up intending to keep you around.

Always…

Muitos Beijos.





Thoughts & Strawberries

9 12 2017

 

Me&You

 

It’s still afternoon, São Paulo looks like a greenhouse. I look with some disdain to a wet, sultry and gray landscape. These colorful, crowded, huddled and wet concrete walls that I see now strangely brings me to the strawberries just about to rot in the fridge. Strawberries that I choose, strawberries that we didn’t eat, strawberries that I eat, now.

You know, the act of eating is in itself an almost sadistic pleasure. It involves turning into tasty peaces something that just a while ago fed ours eyes and served our conceited concept of food chain.

In the middle of nowhere, I, sadistic as I am, eat. I chew, delight myself with the almost moldy strawberries. One part of me, tastes your pain with unpleasuring, the other part regurgitates mine.

When I look to my pain, I realize that it stumbles on guilt. Yes, there’s still a lot of guilt around. I declared myself guilty without any effort on your part. I blame myself for have believed, for thinking that I’m pathetic in all the love that overflows of me, even now, when I decide to write this words. At the same time, I feel guilty for feeling guilty about all of this. Because I shouldn’t be guilty to love someone wonderful as you are. But I’m so guilty to don’t realize before that you always have been saying about the different steps and showing to me that we don’t have the chemistry, the ‘feeling’ that you are looking for and etc…

I’m here, also thinking about throwing myself in the “what ifs” that we said to each other in our last days here. And I feel sorry to don’t telling to myself with the necessary awareness, that you obviously don’t wish me. And then I try to find the taste of this morning in the strawberries that you let rot in the midst of an absurd fear to be happy and an abysmal distance.

In the end, I have so much to be grateful or to thank you for these experience. And yes, I could hate you, making up zillions of artificial imperfections that, deep down, you don’t have. I could even say that I don’t love you anymore and move on, but just for today, in the middle of this faded and sultry day in São Paulo, let’s let ‘Bossa Nova’ play on the record player to clear up what’s left here besides the strawberries that we are choosing to let rot.





Queixa musical

7 12 2013

desabafoPara quê me quer aqui, posto, disposto a te fazer feliz? Suplica minha educação, minha gentileza, mas no fundo, no fundo, subestima minha inteligência. Tudo bem, compreensão nunca foi seu forte. Não tem problema, eu explico como funcionam as coisas do lado de cá. Sabe, eu sempre fui da turma do tudo ou nada. Nunca me dei bem com estas situações, meio inverno, meio calor, meia cor, meio amigo e muito menos meio amor. Gosto meu, coisa de gente tola, densa, mas sobretudo real demais para alimentar uma pseudo esperança que não nos levará a lugar algum. Me chame de descrente, me acuse negligência mas ao mesmo tempo me desculpe. Desde que você resolveu viver sua pseudo paixão exaltação – embora não sem dor – eu te deixei partir. Afinal meu caro, a matemática que agora nos envolve é de fácil entendimento: se um não quer, duas vezes a indiferença a que me expõe quando não me precisas, é igual a minha total vontade de te deixar partir. E eu só te grito esta queixa, pra você entender que o objetivo da minha deixa é pra você ser feliz, pra você viver aquilo que se convenceu ser o maior amor da sua vida, pra você esquecer que estarei sempre aqui. Portanto sejamos sensatos, aceite os fatos, e seja gentil. Quem decidiu dar cabo da sua existência cotidiana fui eu. E para mim a meta é simples, e por mais que não entenda, eu só quero me livrar, te esquecer, sobretudo olhar as luzes que seus olhos não me tem deixado ver. E não fique bravo, mas entenda as consequências ao entrar em contato com uma pessoa intensa e dura como eu. Então fica comigo, ou vai viver sua epifania ética e na sua concepção moralmente aceita e me deixe em paz. Afinal, se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar. Por fim, fique tranquilo, o meu desejo de bom dia, ou mesmo, a curiosidade de saber como vai você, não te fará mais ou menos infeliz. E apenas para arrematar, sobre a  preocupação do que os outros podem maldar, não esquente, entre o nada que pode me ofertar e o nada que pareço lhe dedicar além daquilo que hoje não pode corresponder, não há espaço para que possam nos notar e nos julgar.





Fragmentos

29 03 2013

Fragmentos

Continuar. Ir em frente, para os lados e até mesmo para trás, ainda é seguir. Não importa o rumo, ou a direção que se toma. Vale mais a pena remar e tentar uma alternativa, um vão, um pedaço de tempo em que você se encaixe, do que ficar a mercê da inércia. (21/01/2013)

As pessoas andam tão iguais. Meninas de cabelo repicado, franja falsa, maquiagem blasê, roupas curtíssimas e corpo esguio. Rapazes de cabelo espetado, corpo sarado, cérebro demente e uma barba por fazer que as vezes nem possuem de fato para exibir. Todo mundo curte sertanejo universitário, pensa na preservação do planeta por osmose, quer ser bem sucedido apenas para ganhar fama na cervejada no bar top que acontece toda semana. Mas aí eu me pergunto, e o mundo? Ah! Meu amigo, este … tsc tsc… Este também também mudou, e anda bem diferente do que eu conheci, supervaloriza-se de algumas coisas escusas que não cabem ao meu entendimento.
O mundo esqueceu-se da própria poesia de existir, da fé que o criou e até mesmo esqueceu de se dar valor pela real beleza que tem, afinal o importante agora é auto-preservação. Enfim, este papo pode até ser chato para você que não nasceu antes dos oitenta, mas sabe!? Sou da época onde era bacana ser diferente, e não ser por ser, mas ser de verdade, de dentro pra fora e não de fora pra dentro, onde o mundo era apenas um lugar para ser contemplado pela beleza que tem, sem se pensar em preservação de nada, a não ser do que sentíamos um pelo outro. A galera da minha época travava uma relação com o mundo muito menos caótica e muito mais poética. Éramos um do outro e pronto. Tínhamos uma relação afetuosa, e só era assim: SER POR SER, uma relação mais amorosa do que o amor igual que vejo todo mundo dedicando a ele hoje em dia. (26/01/2013)

Eu poderia esperar sentado, de pé ou deitado. Eu poderia convencê-lo a enxergar que mesmo eu com meu jeito autoritário, obsessivamente melindrado e com fome do meu corpo no teu, ainda posso te amar com o respeito que mereces. E eu poderia dizer que mesmo você e a sua tranqüilidade homérica, sua irresponsabilidade tardia, seus olhos doces e seu jeito despreocupado com o mundo, ainda me acha a pessoa mais certa que você já tropeçou na vida.
Afirmo com certeza quase impessoal: Nós ainda daríamos certo! Sim eu até poderia fazê-lo entender, que iguais não se amam, iguais sobrevivem. E que completude é um bagulho que não tem nada haver com amor, paixão, tesão, sexo e poesia. Completude é conformismo, cansaço, ou qualquer outra coisa deste tipo.
Sobretudo eu poderia fazer você suspirar enquanto aguardo no meu quarto solitário sob a penumbra de um sentimento estranho, sem forma, sem cor e sem vida. Mas sabe de uma coisa? Como dizia Rita hoje no carro: “Enquanto estou vivo, cheio de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz”. (16/02/2013)

Sinceramente? O mundo está perdido! E não se perdeu na promiscuidade gay, no preconceito contra os negros, nas guerra do Irã ou nas atrocidades que os seres humanos são capazes de fazer. O mundo se perdeu quando o homem utilizando de seu dom de oratória e persuasão passou a disseminar seus próprios medos e palavras em nome de um Deus que não se parece humano, que segrega e distrai ainda mais esta humanidade tão vazia.
Não gostaria de ser intolerante como os pastores evangélicos e a legião de mortos-vivos que os acompanham cegamente. Mas de verdade? Espero que o meu Deus e o Deus de vocês (que obviamente são diferentes) possa tocá-los o coração como seres humanos que são, e que possam fazer vocês se darem conta que milagre é um sorriso e um abraço no final do dia, seja de qualquer sexo, de qualquer cor, de alguém conhecido ou desconhecido. Milagre nada tem haver com a casa ou o lugar que está garantindo no céu, pois apesar de evangélicos, pastores, obreiras todos nós como diria Rita Lee no final viramos BOSTA! (07/03/2013)

Eu existo. E convivo bem com todas as minhas qualidades e defeitos, com todas as minhas chatices e humores e sobretudo com toda minha capacidade de dar carinho, ser atencioso e querer receber o mínimo em troca. Logo, já passei da fase de correr atrás sem receber retorno. (16/03/2013)

A pele que habito quase nada tem haver com os segredos do meu espírito. A casca abriga somente cicatrizes e felicidades que a alma não revela. (17/03/2013)

Abstenho-me do procura-se, precedo-me ao desejo de ser encontrado. Prometo toda a igualdade e novidade que há em mim nas grandes e pequenas coisas. Garanto a simples contemplação do céu azul e vento frio que habita os dias da minha estação favorita. Forneço poesia sem rima, com rima, fácil, difícil, rebuscada, sobretudo verdadeira. Prometo intensidade sem a vaidade do amor grudento de hoje em dia. Garanto uma saudade de quem se gosta de verdade, sem a lenga lenga do amor juvenil. Sim, eu me encontro de braços abertos, de peito erguido. Meus braços que não tateiam mais no escuro, mas que ainda no escuro procuram outros braços que possam corresponder a dança infinita de abraços, estendem-se a imaginação. Meu coração que dilacerado e cansado mas pronto para se encontrar, reencontrar, ressignificar e amar até o auge do seu baticum espera um outro coração que não ligue pra dinheiro, carro, trabalho, e que se importe com o simples fato de ser ou estar na mesma vibração que um outro alguém. (21/03/2013)

Vejo tanto casal que se ama se separando por nada que chego a pensar que as pessoas confundem amor com ego, capricho, novela ou qualquer souvenir da loja de 1,99! Vem cá, você achou mesmo que ele cheirava a galã de novela todos os dias? Que mantinha aquela pose descompromissada, tipo “menino da praia” e uma cara de que acabou de sair do banho a todo o momento? Achou mesmo que ela não tinha que trabalhar, estudar, dar duro para conseguir ser quem ela é? Acreditou mesmo que ela estaria sempre linda, pele Scarlet Johanson, cabelos Wellaton e um ar de Marylin Monroe quando a poesia tesa da cama os invadisse? E por último, vocês dois realmente acharam que só passaram a existir a partir do momento que se encontraram? Tsc Tsc… Entendam, a vida não é um mar de rosas. Amor não é cinema. Realidade de quem gosta de verdade tem haver com realização e não com o danado do romantismo piegas que a televisão incutiu na mente brasileira. Cresçais vos juntos! Amor é construção, compreensão, sobretudo abdicar aqui e ali de algumas vaidades em prol de algo que realmente seja digno de levar o título de amor verdadeiro. (26/03/2013)





Por aí…

13 11 2012

 

Você foi a minha saudade, o meu feito, o meu direito mais garantido e que se foi sem dizer tchau. Tudo bem. Eu já aprendi. As melhores das coisas da vida se vão em prol do renascimento, do reconhecimento de si próprio e com a finalidade de achar poder e possibilidade de re-amar. E só por isso, e só por hoje, não vou lamentar. Ainda lembro, ainda gosto, mas nada posso fazer com o seu desejo de se desfazer de mim, de se esfarelar no vento, com a sua vontade ávida de escorrer por entre meus dedos. E o que devo dizer agora? Palavra nenhuma, palavras escritas, palavras mudas que certamente expressarão sempre minha saudade, mas jamais meu anulamento. (04/07/2012)

Já senti, tive só tesão, já me apaixonei de primeira, já rejeitei e fui rejeitado. Me doei por um só e também já levei muita gente na bagagem apenas pela fuleragem seca de ter alguém. Contudo, paz, ódio, solidão e borboletas no estômago são todas fases de edificação. Afinal amor e solidão são estados químicos, líquidos ou gasosos. Sente-se ou estagna-se. (16/08/2012)

Entre tudo o que nos compõe, somos dois sedutores, desejos, encejos, paixão. Sobretudo o que nos é alimento, somos toda a vontade, força, sentimento e um turbilhão de sensações.
Contudo entre a fé e a realidade, somos apenas eu e você: Impulso, compaixão, medo e insegurança. Beijo quente, água ardente, terra fixa, amasso, sexo, alimento e gratidão.
Mas então me pergunto, porque motivo eu tenho você? Você por algum motivo ainda está guardado mesmo aqui? Este é mesmo o melhor lugar para estar, contigo, sem mim, com os outros? Não sei. Difícil opinar com razão e circunstância quando falamos de dois ávidos filhos de Vênus. (18/08/2012)

De repente me sinto a frente de meu tempo. Não acredito no amor completude que certamente se tornará solidão. Não creio no amor fácil que se torna escravo de desejos e idealizações que nós mesmos projetamos sobre o outro. E verdadeiramente custo achar real o amor amolação de sentir saudade antes mesmo de criar laços profundos para que este sentimento tão bonito (a falta do outro) aconteça.
Vamos parar com a mania empírica de achar que se não amou não viveu. Sejamos humanos e verdadeiros perante nossa condição. AMOR NÃO É NECESSIDADE BÁSICA para sobrevivência. Amor é troca de realidade e realizações. Amor não é indispensável convenção, mas também não é alimento para nada.E antes que me chamem de descrente ou pessimista, saibam que acredito sim no amor. E mais, adoro estar apaixonado e sentir a brisa gostosa que é estar ao lado de alguém que se gosta. Mas este amor ao qual me refiro, não tem nada de novela, nem de filme, pois amor pra mim é troca, jamais completude. Examinem-se. Tudo aquilo que nos faz mal e nos destrói, não é amor, e sim projeção boba de desejos infantis e surreais demais para darem certo neste plano tão terreno. (21/08/2012)

As vezes a vida aperta, consome, infla, dói no fundo. Existir é tarefa, é passo a passo, degrau após degrau. E quase sempre, brota, emerge, surge uma vontade súbita de ficar parado, só olhando, só querendo, só desejando, que realizar torna-se labuta quase que inimaginavelmente atingível. (30/09/2012)

Enquanto humanos repletos de condições e mobilidade, somos planetas inteiros para milhões de células que nos habitam. Se todos tivessemos o mesmo propósito, mesmo que em órbitas diferentes, seriamos então uma galaxia inteira e da mais precisa, porém com os mesmos mistérios. (10/10/2012)

Sobre amores impossíveis e a luta para consegui-los…
Eu não acredito que ninguém seja incapaz, cada um luta até o momento em que enxerga retorno, possibilidade, razão ou motivo para se estar ali. Contudo, amor não é feito por um só, é preciso de dois para existir definitivamente. E fatalmente depois de algumas tentativas, o impossível é mais pura realidade e o amor sem querer fica guardado numa gaveta de boas lembranças. (16/10/2012)

A vida seguiu. Mas eu te mantive ali, mesmo que na desesperança insana de ter você sem poder, te pus entre os meus amigos, entre os meus inimigos, entre as suas confissões de novos amores, entre o meu silêncio feliz de dizer para você que lhe desejo toda felicidade do mundo. Contudo, confesso: Eu te mudei de lugar tantas vezes na esperança de aquietar meu coração, de te deixar confortável, de sorrir junto com você mesmo que por dentro eu estivesse chorando. E você insistente se manteve aqui. pulsante, vivo, quente dentro da minha memória e mesmo te trocando o canto da sala e do quarto que costumava habitar, confesso que insanamente você ainda é minha casa, e creio que viverá para sempre dentro do meu coração. (20/10/2012)

 

Eu não vivo na danceteria, eu não malho, eu não tenho a roupa da marca X, Y, Z, ou mesmo, um óculos hype da Chilli Beans… Não, eu não sei ao certo quem é mesmo Katy Perry, Rihanna, ou qualquer outra que tenha surgido nos últimos dois segundos.
Sim, eu não traio o meu cérebro (principal músculo do meu corpo) em nome do seu tríceps, bíceps, ou barriga tanquinho. Mas fique tranquilo, também não procuro seus profundos valores, suas mais certas convicções, seu amor incondicional. Podemos construir tudo isso juntos? Eu tenho paciência, eu tenho “estofo” pra ensinar o que você ainda não sabe. Mas vamos falar a verdade? O que eu busco não tem nome, não se identifica a olho nú, não se esfarela no tempo, pois sobretudo o que me mantém é duradouro, é concreto, e um pouco usual demais para qualquer um da dita nova geração. (20/10/2012)

A gente aprende a exigir aquilo que não tem, mas não o que necessariamente nos falta. (02/11/2012)

Meus olhos estão cansados, na verdade minha alma toda está.
Cansado desta babaquice que virou o mundo atual, cheio de pompas, resguardos, nomes bonitos para as coisas, anseios gigantescos e renúncia a nossa essência animal e racional. Ninguém mais pensa que é, todo mundo só quer ser, só quer ter, só quer viver um conto de fadas imaginário e sombrio de um livro de auto ajuda qualquer que se encontra numa promoção das mais vagabundas. Ainda bem que nem tudo é término.Ainda há esperança na poesia pílula, totalmente moderna do século XIX.  (05/11/2012)